
Ai! no fim da minha aldeia
acaba a luz da candeia
olhas o céu estrelado
nele te sentes cravado
E cada clarão que risca
e cada estrela que pisca
paracem gostar de ti
loucas de te ver ali
A minha aldeia é um monge
é uma terra tão longe
mesmo no meio dos montes
parada nos horizontes
Só ali há natureza
cada flor é uma beleza
cada estrela é nomeada
com seu nome batizada
São estrelas de carne e osso
calcando o mato que roço
as claudinas e cristinas
e mais estrelas matinas
E as estrelas nunca findas
as clarindas e as mais lindas
estrelas tão longe e com luz
redondinhas ou em cruz
Mas não há mar nem há algas
há as aldas e as fidalgas
até a poetisa homera
que já o poeta não espera
Na terra do meu amor
há o burro e o pastor
e até os bazareus
fizeram bazar nos ceus
Há quartas e esperanças
os quadrados e bichanças
augustas e batateiros
e no céu tantos luzeiros
Há teresas e alices
todos fazemos tolices
com o cheirinho da terra
que a manhã desenterra
E para além dos cometas
de cauda longa e facetas
há os tiaitas e dilas
lobos e ursas às filas
Santa Bárbara está perto
dos trovões em tempo incerto
padre nosso que deus fez
p'ra os dominar de uma vez
Ancas de virgem tem ela
e uma cabeça singela
barriguinha de princesa
deitada na pedra tesa
A minha aldeia é lá fora
quase ninguém lá mora
silêncio, saudade e mágoa
que vêm a tona da água
decantados pela vida
dia-a-dia empedernida
há vinhedos e há mós
e o trabalho dos avós
Minha aldeia transformada
nem rica nem atrasada
tão pura, tão em deleite
como a luz do nosso azeite!
Dele se fazem estrelas
pelos montes e ruelas
e no fim, a minha aldeia
acaba na luz da candeia!
in "A Caminho de Santa Bárbara",
acaba a luz da candeia
olhas o céu estrelado
nele te sentes cravado
E cada clarão que risca
e cada estrela que pisca
paracem gostar de ti
loucas de te ver ali
A minha aldeia é um monge
é uma terra tão longe
mesmo no meio dos montes
parada nos horizontes
Só ali há natureza
cada flor é uma beleza
cada estrela é nomeada
com seu nome batizada
São estrelas de carne e osso
calcando o mato que roço
as claudinas e cristinas
e mais estrelas matinas
E as estrelas nunca findas
as clarindas e as mais lindas
estrelas tão longe e com luz
redondinhas ou em cruz
Mas não há mar nem há algas
há as aldas e as fidalgas
até a poetisa homera
que já o poeta não espera
Na terra do meu amor
há o burro e o pastor
e até os bazareus
fizeram bazar nos ceus
Há quartas e esperanças
os quadrados e bichanças
augustas e batateiros
e no céu tantos luzeiros
Há teresas e alices
todos fazemos tolices
com o cheirinho da terra
que a manhã desenterra
E para além dos cometas
de cauda longa e facetas
há os tiaitas e dilas
lobos e ursas às filas
Santa Bárbara está perto
dos trovões em tempo incerto
padre nosso que deus fez
p'ra os dominar de uma vez
Ancas de virgem tem ela
e uma cabeça singela
barriguinha de princesa
deitada na pedra tesa
A minha aldeia é lá fora
quase ninguém lá mora
silêncio, saudade e mágoa
que vêm a tona da água
decantados pela vida
dia-a-dia empedernida
há vinhedos e há mós
e o trabalho dos avós
Minha aldeia transformada
nem rica nem atrasada
tão pura, tão em deleite
como a luz do nosso azeite!
Dele se fazem estrelas
pelos montes e ruelas
e no fim, a minha aldeia
acaba na luz da candeia!
in "A Caminho de Santa Bárbara",
Maria Cristina Quartas
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