
na necessidade de se explicar.
Inventa filosofias, teorias…
para assim uma razão encontrar.
Uns, porque sem explicação
não podem viver
equacionam, elevam ao quadrado
tudo o que querem compreender.
Assim com tanta perfeição
separa e impõe barreiras.
Porque para estes
só as matemáticas são verdadeiras!
Outros, porque só acreditam vendo
pouco se importam com as utopias.
Criam laboratórios, usam cobaias
afirmam novas teorias.
Passam do pensamento à acção
passando pela experimentação.
Convencem-se que o resultado é certo
e só ai poderão estar mais perto.
Há ainda aqueles, que se inspiram na Criação
Evocam Alá, Maomé, Jeová, Deus, Forças Superiores…
Elevam pensamentos, irradiam vibrações…
Pouco se preocupam com as explicações.
Ignorando as leis da Física e da Química
tudo lhes parece certo.
Porque só indo tão longe…
sentem-se mais perto.
Existem uns outros
que dizem em nada acreditar.
Vivem do pão do dia-a-dia
porque é tudo o que a vida lhes tem a dar.
Esses vivem vivendo sem muito pensar.
É o destino, é o fado, é tudo programado!
“Donde vim?”, “ Para onde vou?”…
O que importa é o que sou!
Mas com tanta especulação
e com tantas razões encontradas
porque se sente o Homem
com tantas certezas inacabadas?
Flutuando nas ondas do mar imenso
nas águas que banham a sua existência
perde-se no rebuliço das tempestades e marés
ao desencontro da sua própria essência.
Maria Cristina Quartas