
Algo controverso e ambíguo: se por um lado não lembramos, por outro não queremos esquecer.
Parece que a morte, é um processo que nos traz à consciência a importância da vida.
Por outro lado, ao rejeitarmos a morte e a tornando tabu, estamos a renegá-la.
Ela é o acontecimento que mais sofrimento provoca no ser humano. A separação, a despedida, a saudade, a solidão, o fim de tudo...criam angustias tais, que os nossos meios de defesa e de pensamento racional não conseguem suportar e entender. Por isso (duma forma inconsciente) esquecemo-la. Cria-se o tabu.
O culto dos morte, embora seja um atitude individual é um acto de cultura social-religiosa.
Apesar de acreditar convictamente na continuidade da vida, na existência do espírito… costumo dizer: Dêem-me flores em Vida. Cobram-me de flores e de beijinhos. E quando morrer, queimem o meu corpo efémero e deitem-no ao vento para fertilizar as plantinhas.
Maria Cristina Quartas