


-Um ponto de encontros e desencontros nesta encruzilhada da vida.-





E que tanto nos impedem de reflectirmos com assertividade. Rir faz bem e é contagiante.

…Sou um barco perdido na maré.
Lá fora,
O sexo sempre foi algo muito valorizado pela sua importância. Sabe-se que nos agrupamentos humanos primitivos a grande maioria dos rituais era ligada à magia sexual. Por isso existem em ruínas figurações do "falus" (= órgão sexual masculino) pelo seu valor de representação prática para a sobrevivência das espécies, sob todos os pontos de vista.
Por um lado, o sentido prático da reprodução, e por outro, o lado mágico imposto pelo mistério que era o nascimento de um novo ser. Portanto, os cultos fálicos não eram dirigidos à motividade, mas sim à fecundidade, pois, se abolissem o sexo, por certo não haveria descendentes, e uma tribo pequena era presa fácil para as outras maiores.
Durante séculos, o sexo para a mulher foi visto como forma de reprodução e só. Não restando a ela outra função para o acto, tendo em vista que o prazer feminino era reprimido ao extremo.
Assistimos hoje em dia a mudanças, que diria quase radicais, no que concerne aos conceitos da sexualidade da mulher.
Graças à informação a que todos têm acesso, o sexo passou a fazer parte do quotidiano, não ficando limitado apenas à concepção, mas fazendo com que a mulher se sentisse valorizada e que a sua auto-estima fosse elevada.
Sem pretender ser discriminativa, penso que essa revolução é mais verificada e acentuada nos conceitos da mulher do que no homem, no que respeita à sua aceitação, libertação e postura perante o sexo oposto. Já há muito o homem desejava uma postura diferente na mulher.
Embora, a nossa educação e cultura fizesse sempre predominar os conceitos e valores ligados (em grande parte) à religião e aos conceitos de “Mulher” na nossa Sociedade.
A postura do homem tem sido, ao longo dos tempos, muito mais natural e diria menos hipócrita. Assumem muito mais que a mulher a sua necessidade fisiológica e envolvem-se muito mais, duma forma mais declarada na conquista e obtenção do prazer carnal.
Fazem-se muitos julgamentos acerca da postura do homem, relativamente a ele procurar outras mulheres além daquela que escolheu para sua “donna”.
Pois bem, será caso para perguntar, porque faz ele isso? Será que o faz para se afirmar “macho-viril-potente” ou a sua companheira não o realiza devidamente nas proporções necessárias à sua realização sexual? De qualquer forma, sabemos que os conflitos causados por esse tipo de situações nada são agradáveis (numa sociedade em que predomina a monogamia) e que naturalmente é sempre almejado a harmonia entre o casal.
Muitos são os factores que duma forma directa ou indirecta contribuem para a emancipação e libertação da mulher hoje em dia. Aspectos relacionados com a organização social, as normas culturais e morais, a conjuntura histórica e a expectativa dos papéis sexuais… Permitem à mulher uma maior independência e autonomia que lhe favorece novas maneiras de pensar, de ver e de estar no mundo.
Desta forma, muitos mitos e preconceitos que envolvem o acto sexual em si, tenderão a desaparecer para dar um novo conceito de Mulher.Um outro fenómeno social que está a emergir tem a ver com a “temporalidade das coisas”. Estamos numa Era Moderna, a qual se caracteriza por uma "sociedade de consumo” – um consumismo rápido. O homem vive pelo prazer imediato das coisas, sem estar a fazer futurologia ou a pensar no dia de amanhã. As coisas e as acções tendem a ser temporais e não eternas.
Até o “amor romântico” já está a cair em desuso. Pois segundo os ideais do romantismo um amor deveria ser perpétuo…
Hoje em dia nada mais é eterno. Tudo é temporal e casual.
Há quem diga, que assim se vive melhor e se goza mais a vida, tirando dela o que a cada momento nos aparece de bom (como se cada momento fosse o último da nossa vida).
Considero assim, que temos necessidade de actualizar os nossos padrões de vida e modos de vivência.
Urge repensar os conceitos de sexualidade da mulher. E principalmente aquelas que passam por situação de divórcio, porque após a sua separação vão encontrar um mundo completamente diferente do que estavam habituadas e para o qual foram educadas.
Carentes, vulneráveis, fragilizadas… saídas duma relação que viveram durante anos, numa convivência menos aberta e, se não, tantas das vezes, uma experiência de castre e de renegação… sentem-se agora mais esperançadas em encontrar um rumo mais certo para as suas vidas, caem facilmente em promessas falseadas de homens menos escrupulosos. As suas expectativas são altas naquilo que almejam encontrar e, perante os piropos e lisonjeios, criam sentimentos exacerbados de ilusão e paixão.
É comum assistirmos ao erro de, passado pouco tempo, estarem a envolver-se afectivamente com alguém. E é sentença lida, que após algum tempo, as lágrimas voltam, pelo desencanto da desilusão e pela frustração de mais uma relação fracassada.
A fase pós divorcio deverá ser vivida da forma mais serena possível e com a introspecção necessária ao amadurecimento e reconstrução interior.
Obviamente, só poderemos gostar de alguém duma forma saudável se nos sentirmos bem connosco próprios, seguros, e autónomos – ou seja, equilibrados.
Sendo o sexo extremamente importante quer a nível físico e psicológico, para o equilíbrio, bem estar-estar e confiança da mulher, ela tem que estar preparada para enfrentar novas relações.
E quando se recomeça uma nova vida activa é preciso que a mulher seja bastante honesta com ela própria: ou procura uma relação sexual ou procura um relacionamento afectivo.
Sabemos que ambos são possíveis em simultâneo, mas há que começar por algum lado.
Pode-se ter vários tipos de relações com pessoas diferentes. Uns serem só amigos, outros grandes amigos, e outros ainda, amigos “coloridos”. Isto enquanto não se encontra a pessoa certa (a seu tempo ela aparecerá com certeza) para um relacionamento mais profundo de compromisso.

Saber discernir o que pretendemos antes de mais e depois saber fazer a selecção dentro daquilo que queremos. E nunca esquecer, são as mulheres que escolhem o companheiro sexual. Sempre! E não ao contrário como se diz por aí.
Num sítio ermo em Baltar, entre vales e veredas, lá para os lados de Vandoma, o encontro estava marcado para aquela noite.
Numa sociedade materializada em que não há tempo para os afectos, nem para as manifestações de sentimentos de amor, de amizade, de respeito, de partilha, de estima... Numa sociedade em que se esquecem as pessoas ainda vivas... o culto da morte é um acto colectivo, que parece querer relembrar a importância do outro nas nossas vidas. E por conseguinte, a importância da própria vida.
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Embora desde a Grécia antiga se hajam formulado diversas teorias sobre o desenvolvimento cognitivo e intelectual (a aprendizagem), as mais salientadas na educação contemporânea são a de Jean Piaget e a de Lev Vygotsky. 
A paixão virtual é um estado alterado de consciência, em que a pessoa concentra as suas energias numa fantasia. Apaixona-se pelo sentimento, pela felicidade, pelo sonho, muito mais pela imagem virtual do que pela pessoa real.
Deixou-nos o Dr. Madeira Pina. A luta que travou com a doença de que padecia teve o seu fim no dia 13 de Agosto de 2005. Partiu tendo já completos 90 anos, festejados no dia 13 de Fevereiro do corrente ano. A sua partida deixou em nós e, estou certo, em todos os companheiros de Doutrina uma enorme saudade e um profundo vazio. O Dr. Madeira Pina foi presidente da Filial do Porto do Racionalismo Cristão, cargo a que se entregou de corpo e alma desde o momento que, em Portugal, foi permitida a liberdade religiosa e o direito de associação. Mas mesmo antes, durante o período em que a Filial Porto esteve encerrada pela polícia política, reunia-se com companheiros sigilosamente, em sua casa, onde tinha consultório, afastando desse modo a ideia de ajuntamentos, de modo que a Doutrina continuasse sempre viva até melhores dias, o que só veio a suceder com a Revolução de 25 de Abril de 1974.Foi então que o Dr. Madeira Pina, com a prestimosa colaboração de sua esposa, a ilustre e admirável dona Amélia Xavier Pina, encetou diligências no sentido de legalizar a Filial Porto, elaborando os seus estatutos, que, após submissão às autoridades judicial e administrativa competentes, foram aprovados no seguimento de autorização daquelas, passando, então, a Filial a existir como Associação. Assim, o Centro Redentor do Porto reabre suas portas ao público, ultrapassados certos obstáculos impostos pelo obscurantismo, e graças, sobretudo, ao empenho, à inesgotável energia, tenacidade, aguda inteligência e dinamismo do casal Madeira Pina. As magníficas doutrinações explanadas pelo Dr. Madeira Pina, nas sessões públicas, em breve, alcançaram notoriedade e motivaram a afluência do público que, quer por curiosidade, quer por problemas de ordem espiritual, enche o salão das sessões. Respirando firmeza de convicções, o Dr. Madeira Pina vê-se rodeado por companheiros que se oferecem para colaborar nas sessões públicas, dentre os quais alguns são preparados e incitados a presidir. O Dr. Madeira Pina é, também, uma referência incontornável da expansão do Racionalismo Cristão em Portugal. Pois é graças ao seu permanente contacto com os correspondentes que começam a surgir, ao seu espírito de solidariedade, que alguns, rapidamente, evoluem para Filiais do Centro Redentor. Foi o que sucedeu com as Filiais Lisboa, Viseu, São João da Madeira e Aveiro. E esta entrega à Doutrina racionalista cristã foi efectiva até à doença que o reteve em casa e o vitimou. Profissionalmente, o Dr. Madeira Pina foi um distinto e prestigiado médico da cidade do Porto, e por sua enorme dimensão humana e científica era muito querido e respeitado pela sua ampla clientela. Homem de cultura e notável sensibilidade poética, deixou obra (poesia), inédita ou publicada, mas limitada à oferta a amigos. Recheadas de sentimento, nelas ele perpassa com mais ou menos transparência os valores e princípios Racionalistas Cristãos. Senhor de vasta biblioteca, doou grande parte dela à Biblioteca Luiz de Mattos, da Filial Lisboa, muito a enriquecendo. O momento que nos leva a escrever é naturalmente de tristeza, para nós e para todos aqueles, que são muitos, que partilham o mesmo sentimento de perda de um amigo, que foi simultaneamente um grande líder do Racionalismo Cristão em Portugal. É tempo de exprimir o nosso respeito e apresentar nossas solidariedades públicas à excelentíssima família, prestando esta singela, mas sentida homenagem ao amigo, ao ilustre companheiro, ao homem de cultura, que sempre foi.
